17 de junho de 2008

Porquê...?



Porque me tentas o peito...

Me pões à prova...?

Porque me questionas

exaustivamente...

Se nos separámos

para evoluír individualmente...

Se voltaremos

a estar juntos...

outra vez.

Porque é que...

quando já não amanheces

nos meus olhos

e, penso que te foste...

Voltas a beijar-me

com a tua voz,

suave...

E o ar volta-se

a encher de açúcar

em camadas invisíveis

que me envolvem...

onde quer que vá.

Diz-me...

...porquê?

13 de junho de 2008

My all...


Imagem de ti

que não se vai...

Que me invade os sentidos...

os sentires...

E eu, deixo-me ficar,

encosto-me a ti...

E deixo que me envolvas

no calor

das tuas lembranças...

Sorrio por dentro...

9 de junho de 2008

No suspiro dos sentidos...


Escrevo...

Para te sentir perto.

Solto

dos meus dedos,

palavras adormecidas

em lençóis

de seda...

Onde delicadamente

repouso

os meus lábios...

Na saudade,

dos instantes longínquos

que as promessas

me oferecem...

4 de junho de 2008


Calada,

afogo o silêncio

na palma das mãos...

Respiro notas soltas,

que deslizam

em fios de lágrimas...

Que tocam,

em concerto íntimo

o som arrítmico...

do teu...

ao meu...

coração.

28 de maio de 2008

“Parada no ar” em pleno vôo...


Não existem palavras

quando a linguagem é muda...

Brisa fria que me invade a alma,

ao de leve...

Sentir-(te)... Sentir-(nos)...

Magia, alquimia, feitiço,

em mim...

Eco quente que me possui o corpo,

e expõe a alma...

Baloiço num trapézio,

sem rede...

Suspensa por um fio invisível

que me prende inexplicavelmente,

a ti...

Envolvo a rede, o baloiço!...

Dos sentidos!

Num par de asas, fundidas,

sem começo, sem fim...

26 de maio de 2008

Inalcansável...


Sinto a falta

de alguém

que me atravesse

o corpo

com a espada

de um

olhar,

apenas!

19 de maio de 2008

Your call...


Um grito mudo

que me consome...

Sorriso triste

que se esboça

em mim...

Estar tão longe...

E ter tanto a dizer.

E sentir, este vazio...

Tão cheio

de ti