6 de julho de 2008

Vestida de Ti...



Ecos quentes, confidentes,

tentam-me os sentidos...

São aromas dançantes,

rasto mágico de momentos

que se passeiam

sobre a pele macia e inquieta

da minha alma...

Não Sentes...?

Não ouves?

Este sussurrar

que me embala os passos

ao lado dos teus...

A percorrer as dunas de luar,

varridas pelo tempo,

de sentires meus...

Neste mapa invisível

que os teus olhos

me traçaram na pele...

E me deixaram...

Vestida... de Amor.

Vestida... de Ti.

2 de julho de 2008


Profundo de ti

em mim...

Vazio que me prende,

pede-me mais

do que memórias...

Porque desde

que te foste embora,

tenho cá dentro

algo,

que não quer sair...

Leva-me...

E não me traz de volta...

E fala-me...

Fala-me...

de ti!

22 de junho de 2008

Sonho-(Te)...


Um fora por onde entras,

pela atenção do olhar,

do sentir, do pensar...

Sonho...

A tua imagem no ar,

a tua luz no escuro...

E deixo...

A tua boca escorregar

pelo meu pescoço e,

mergulhares em mim...

Como uma onda salgada e doce,

num beijo profundo e demorado...

Sonho-(Te)...

E espero-(Te)...

E é sempre pouco,

quando se tem tanto para dar...

17 de junho de 2008

Porquê...?



Porque me tentas o peito...

Me pões à prova...?

Porque me questionas

exaustivamente...

Se nos separámos

para evoluír individualmente...

Se voltaremos

a estar juntos...

outra vez.

Porque é que...

quando já não amanheces

nos meus olhos

e, penso que te foste...

Voltas a beijar-me

com a tua voz,

suave...

E o ar volta-se

a encher de açúcar

em camadas invisíveis

que me envolvem...

onde quer que vá.

Diz-me...

...porquê?

13 de junho de 2008

My all...


Imagem de ti

que não se vai...

Que me invade os sentidos...

os sentires...

E eu, deixo-me ficar,

encosto-me a ti...

E deixo que me envolvas

no calor

das tuas lembranças...

Sorrio por dentro...

9 de junho de 2008

No suspiro dos sentidos...


Escrevo...

Para te sentir perto.

Solto

dos meus dedos,

palavras adormecidas

em lençóis

de seda...

Onde delicadamente

repouso

os meus lábios...

Na saudade,

dos instantes longínquos

que as promessas

me oferecem...

4 de junho de 2008


Calada,

afogo o silêncio

na palma das mãos...

Respiro notas soltas,

que deslizam

em fios de lágrimas...

Que tocam,

em concerto íntimo

o som arrítmico...

do teu...

ao meu...

coração.