
Deitada
sobre o parapeito da vida
assisto, reticente,
aos círculos egocêntricos
que criamos em nós.
São escolhas, caminhos, ruelas vivas...
Sede insaciável
de factos, pessoas ou locais,
do que não temos,
no momento que vivemos.
O encolher de ombros
acompanhado de um inconformado “sim”,
“quero”, ou “gosto”...
Verdade que rebola
para baixo de um véu.
A incapacidade
não aceite, oculta,
expremida à exaustão...
Com o intuito único
de parecer mais forte, mais perfeito,
mais integrado, ou mais aceite...
Moldamos a pele, os sentires,
ao que não somos.
Recolhemos os braços e os sonhos...
...
Ninguém sabe quem és,
até que as abras...
as tuas asas.