
Deito-me
sobre o manto de verdades ocultas,
que cobre a face da minha inocência...
Rouba-me o encanto e leva-me a magia,
assombra-me... são medos, fantasmas,...
Levam-me a Ser para dentro
e, a apenas existir, para fora...
Espreito a janela infinda do mundo,
suaves nuances de ausência
tingem-me a pele...
Continuo vestida,
mesmo quando estou nua...
Debaixo da minha pele,
sou livre, apenas,
quando transponho
as frágeis paredes desta dimensão...
Brilho de um fogo-preso, imenso,
que me queima os sentires ...
Busca incessante,
da verdadeira essência
que habita em mim...
Que os meus olhos pintam
e ninguém vê...





