9 de fevereiro de 2009


Deitada


sobre o parapeito da vida


assisto, reticente,


aos círculos egocêntricos


que criamos em nós.


São escolhas, caminhos, ruelas vivas...


Sede insaciável


de factos, pessoas ou locais,


do que não temos,


no momento que vivemos.


O encolher de ombros


acompanhado de um inconformado “sim”,


“quero”, ou “gosto”...


Verdade que rebola


para baixo de um véu.


A incapacidade


não aceite, oculta,


expremida à exaustão...


Com o intuito único


de parecer mais forte, mais perfeito,


mais integrado, ou mais aceite...


Moldamos a pele, os sentires,


ao que não somos.


Recolhemos os braços e os sonhos...

...

Ninguém sabe quem és,


até que as abras...


as tuas asas.

28 de janeiro de 2009


Suspiro


que sustém o tempo,


na respiração cantada


do abraço... do beijo...


da tua, na minha...


pele.


Deslumbrante olhar, o teu,


que murmura os passos


ao movimento...


dos meus.


E a mão, tão leve,


parece pluma que flutua


na envolvência...


do toque.


Dança...


de sentires amantes


onde me declaro,


apaixonadamente...


Tua.

18 de janeiro de 2009

No arame das emoções... (2)


Sento-me firme sobre os ideais que sonho conquistar, num êxtase de alegria e medo, lágrimas e força.

Num balançar de sentires, impulsiono-me para a frente... e quase que toco o sonho com a palma das mãos. Para logo em seguida a recordação me sugar os pensamentos, as certezas, num amplo voo à retaguarda...

E neste vai e vem, construo uma ponte que se faz caminho entre o partir e o ficar... numa mistura tão estranha como poderosa.

A saudade aspira ao vento, balançando e rangendo, rangendo no balançar... Sinto uma falta dos sentidos acesos, um vazio imenso de tantas coisas...
Tenho saudades da minha casa, dos mimos e de sentir a presença da minha mãe... do sorriso das minhas amigas de sempre... do olhar da cidade, tão intensamente revelado, a cada amanhecer...
Aconchego o meu sangue na magia de um Amor, profundamente intenso e sereno... que me adoça e preenche, me queima e me faz feliz. Este Amor, és tu e eu.

Encontro de vontades, que escolho sem hesitar. Onde tu estiveres eu quero estar.

O sentido da minha vida és tu. Porque... só contigo posso tocar o céu com as mãos... e com o coração.

2 de dezembro de 2008


Embrulho-te,


com os meus olhos,


num oceano de sentimento pleno...


Enlaço-te,


com os meus braços,


num vermelho abraço de cetim...


Selo-te,


com os meus lábios,


até ao último fôlego,


do suspiro, de uma vírgula...


Endereço-te,


com os meus dedos,


na certeza de que te quero,


em cada minuto que passo,


despida da tua pele...


Espero-te,


com a inquietude de uma criança...


E Abro-te,


com o meu sorriso,


qual sol imenso


que me aquece e me veste,


deliciosamente, os sentidos...


Tu és,


O meu Presente


de Deus...

14 de novembro de 2008



Brilho de estrelas,


com que me beijam


os teus olhos...


Numa chama interior,


que se ateia


e me inflama...


o gosto da pele,


em suspiros de Amor...

7 de novembro de 2008


É estreia...


Emociono-me.


O espaço está lotado...


De sentires.


Apaixonada,


Insegura


Sem rede... de segurança.


Pé descalço,


Apoiado


No arame,


Da corda


A ferver...


Como quem quer


Pela coragem,


Alcançar momentos


De felicidade...


Falta de ar, arrisco tudo


O que trago dentro...


Do peito.


A recompensa...?


É êxtase!...


De quem pratica


A arte de Amar...


É aplauso caloroso...


Aconchego da tua mão,


Sobre a minha alma...

30 de outubro de 2008

Uma capela

nos braços do mar

qual farol, quadro de luz,

pintado a paixão...

Testemunha cúmplice

do amor que nos une...

um ao outro.

Eternidade infinita

desse momento

gritante de sensações,

num encontro

de vontades fervilhantes

que nos enche a alma...

e nos leva para longe,

dentro de nós...